Por Caroline Chromiec, Instituto TEAproxima
Entrevista exclusiva concedida ao Instituto TEAproxima em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+: Psicólogo Clínico Serafim Lissa Koga (CRP 08/37362).
No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, o Instituto TEAproxima propõe uma reflexão que amplia o olhar sobre a inclusão.
Quando falamos em autismo, normalmente pensamos em acessibilidade, comunicação, educação e participação social. Mas existe uma dimensão que ainda permanece invisibilizada: a vivência da identidade de gênero e da orientação sexual de pessoas autistas.
Mais do que um tema relacionado à diversidade, trata-se de saúde mental, pertencimento e direitos humanos.
Segundo o psicólogo clínico Serafim Lissa Koga (CRP 08/37362), mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), pesquisador nas áreas de neurodiversidade, gênero e sexualidade LGBTQIA+, integrante da Área Não Binária da Aliança Nacional LGBTI+ e colaborador do Núcleo de Neurodivergência do CRP-PR, a literatura científica contemporânea já demonstra uma importante relação entre autismo e diversidade de gênero e sexualidade.
"A literatura científica contemporânea tem demonstrado uma grande correlação estatística entre o Transtorno do Espectro Autista e a diversidade de gênero e sexualidade."
A ciência já observa essa realidade
Nas últimas décadas, pesquisas internacionais passaram a identificar uma frequência significativamente maior de pessoas transgêneras, não binárias e de diferentes orientações sexuais entre indivíduos autistas.
Segundo Serafim, estudos apontam que pessoas trans e não binárias apresentam probabilidade entre três e seis vezes maior de serem autistas quando comparadas à população cisgênera. Também há uma incidência expressiva de orientações sexuais não heteronormativas no espectro.
Para ele, compreender essa realidade é essencial para reduzir preconceitos e ampliar o acolhimento.
Pertencer muda vidas
Entre todos os pontos da entrevista, talvez o mais forte seja a palavra pertencimento.
“O pertencimento é a base para uma saúde mental estável.”
Quando uma pessoa precisa esconder quem é para ser aceita, ela vive sob constante estado de vigilância.
No caso das pessoas autistas, esse processo costuma vir acompanhado do chamado masking, o mascaramento social, um esforço contínuo para parecer alguém diferente do que realmente é.
Esse desgaste pode contribuir para ansiedade, depressão, isolamento, burnout autista e intenso sofrimento emocional.
Por outro lado, ambientes acolhedores fortalecem autoestima, autonomia e relações sociais mais saudáveis.
A família pode ser proteção ou violência
Outro aspecto destacado por Serafim é o papel da família.
Para ele, pais e responsáveis representam o principal fator de proteção emocional na vida de uma criança ou adolescente.
Mas também podem, muitas vezes sem perceber, tornar-se a principal fonte de sofrimento quando invalidam ou rejeitam a identidade dos filhos.
“A família precisa ser o porto seguro e jamais o primeiro bully da vida de um filho.”
O psicólogo reforça que acolher não significa compreender absolutamente tudo.
Significa estar disposto a aprender.
Buscar informação.
Escutar sem julgamentos.
Amar sem condições.
Inclusão também é falar sobre isso
Para Serafim, um dos maiores equívocos ainda presentes na sociedade é acreditar que determinados assuntos “não devem ser discutidos”.
Segundo ele, o silêncio não protege.
Pelo contrário.
Ele dificulta o acesso à informação, reduz oportunidades de prevenção de violências e amplia preconceitos.
"O maior erro é o silenciamento."
Uma sociedade melhor para todas as pessoas
Ao longo da entrevista, Serafim faz uma reflexão que dialoga diretamente com a missão do Instituto TEAproxima.
Construir uma sociedade inclusiva significa reconhecer que cada pessoa possui uma história única.
Que diferentes identidades coexistem.
Que ninguém deve precisar esconder quem é para ser aceito.
"A inclusão não é um favor. É um direito de todo ser humano."
O compromisso do Instituto TEAproxima
No Instituto TEAproxima acreditamos que informação transforma.
Transforma famílias.
Transforma profissionais.
Transforma comunidades.
Neste Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, reafirmamos um compromisso que faz parte da nossa essência: promover uma sociedade em que todas as pessoas possam viver com respeito, dignidade e pertencimento.
Porque, antes de qualquer diagnóstico, identidade, orientação sexual ou característica individual, existe algo que nos une:
Nossa humanidade.
Entrevista na íntegra
Confira a entrevista completa concedida ao Instituto TEAproxima pelo psicólogo clínico Serafim Lissa Koga (CRP 08/37362).
As respostas abaixo foram reproduzidas integralmente, conforme enviadas pelo entrevistado.
Nos últimos anos, estudos têm mostrado uma maior diversidade de identidade de gênero e orientação sexual entre pessoas autistas. O que a ciência tem observado sobre esse tema?
A literatura científica contemporânea tem demonstrado uma grande correlação estatística entre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a diversidade de gênero e sexualidade. Dados apontam que pessoas transgêneras e não binárias têm uma probabilidade significativamente maior (cerca de 3 a 6 vezes mais) de serem autistas em comparação com indivíduos cisgêneros. Da mesma forma, crianças e adolescentes autistas apresentam taxas até quatro vezes maiores de incongruência ou disforia de gênero em relação a jovens neurotípicos. Há também uma incidência expressiva de orientações sexuais não heteronormativas (como a bissexualidade, pansexualidade e assexualidade) no espectro. Esse fenômeno tem sido discutido a partir de conceitos como o de “Autigênero”, que propõe que a experiência de gênero de uma pessoa autista é profundamente atravessada e significada através de sua própria lente neurodivergente, escapando com mais frequência das amarras e convenções sociais da performatividade e da cisheteronormatividade.
Por que é importante que famílias, profissionais e a sociedade compreendam essa realidade sem preconceitos ou julgamentos?
Compreender essa intersecção é urgente devido aos alarmantes índices de violência e vulnerabilidade social a que estão expostas. A família desempenha um papel crucial: ela precisa ser o porto seguro e o suporte, e jamais o “primeiro bully” da vida de um filho. Quando acolhemos a diversidade, não estamos beneficiando apenas a pessoa autista e LGBTQIAPN+, mas transformando toda a sociedade. Um mundo que aceita as diferenças e investe em acessibilidade torna-se melhor, mais seguro e viável para todas as pessoas. Além disso, a imposição de moldes rígidos e padronizados sobre como viver a própria sexualidade ou expressar o gênero é prejudicial para todo mundo, gerando sofrimento e repressão até mesmo para pessoas cisheterossexuais normativas. Se esses padrões já cobram um preço alto da população em geral, o impacto é devastador para quem vivencia o cruzamento entre o autismo e uma identidade LGBTQIA+.
Quando falamos em identidade, qual a diferença entre orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero?
Embora esses conceitos se entrelacem bastante, eles dizem respeito a dimensões diferentes da identidade:
- Identidade de Gênero: Refere-se à percepção íntima e profunda que a pessoa tem de si mesma em relação ao gênero (identificar-se como cis ou trans, homem, mulher, não binárie, agênero, entre outras), independentemente do que lhe foi atribuído no nascimento. De forma simples e didática, é sobre quem você é.
- Orientação Sexual: Diz respeito à atração afetiva, emocional e afetiva, romântica e/ou sexual que alguém sente por outras pessoas (podendo ser heterossexual, homossexual, bissexual, pansexual, assexual ou alossexual, etc.). É sobre por quem você sente atração.
- Expressão de Gênero: É a manifestação externa da identidade de uma pessoa, podendo ser expressa por meio de roupas, corte de cabelo, comportamento, voz, maquiagem e interações sociais. A expressão pode ou não corresponder às expectativas sociais tradicionais ligadas a determinado gênero (podendo ser feminina, masculina, queer, andrógina, femboy, butch…) É sobre como você se apresenta ao mundo e escolhe expressar sua identidade.
Quais desafios emocionais podem surgir quando uma pessoa autista sente que não é compreendida ou aceita em relação à sua identidade?
A falta de validação e o peso do preconceito geram o chamado estresse de minoria, que se desdobra em sérios prejuízos à saúde mental. Diante da rejeição, a pessoa autista frequentemente recorre ao mascaramento (masking) severo para tentar se esconder e simular uma normalidade que não é sua. Esse esforço contínuo esgota os recursos psíquicos do indivíduo, resultando em índices alarmantes de ansiedade, depressão crônica, sentimento profundo de inadequação e solidão. O ápice desse desgaste costuma desencadear o burnout autista, além de crises frequentes de sobrecarga emocional e sensorial, os chamados meltdowns (explosões e crises) e shutdowns (algo como paralisia ou retraimento extremo), que podem incluir a perda temporária da fala, das habilidades manuais e cognitivas e uma grave dificuldade de se sentir pertencente a qualquer espaço social, de que não possui nenhum lugar que se encaixa…
Como o sentimento de pertencimento influencia a saúde mental de pessoas autistas?
O pertencimento é a base para uma saúde mental estável. Sem ele, o indivíduo é empurrado para o isolamento e para ciclos de pensamentos autodepreciativos, com muita dificuldade de estabelecer conexões genuínas com os outros. Quando não há um ambiente onde a pessoa possa se expressar com autenticidade, há menos afeto envolvido em suas relações cotidianas, mais sufocamento do crescimento pessoal e o desenvolvimento da sua autonomia, dos seus hábitos de autocuidado… Por outro lado, fazer parte de um grupo que acolhe a sua existência integral fortalece a autoestima e enriquece a própria comunidade, gerando uma rede de apoio mútua e saudável.
O acolhimento familiar pode fazer diferença no desenvolvimento emocional e na qualidade de vida dessas pessoas?
Faz toda a diferença. A família tem o poder de ser o maior pilar protetivo na vida de uma pessoa ou, infelizmente, a sua maior fonte de violência. Muitas vezes, por pura ignorância e falta de informação, pais exercem violência das mais variadas formas acreditando que estão ajudando ou protegendo seus filhos. É comum ouvirmos discursos de responsáveis que afirmam “não ter preconceito”, mas que tentam justificar seus atos alegando uma “preocupação com o julgamento da sociedade”. Na prática, essa postura sinaliza à criança ou ao jovem que eles não têm o apoio e a confiança nem daqueles que supostamente deveriam estar ali por eles e amá-los incondicionalmente. Fora que no caso de pessoas autistas muitas vezes é quem a pessoa mais acaba tendo que interagir no dia a dia, por terem mais dificuldade de simplesmente saírem de casa e viverem sozinhas. Essa rejeição no núcleo familiar causa muitos danos a estrutura emocional do indivíduo e está diretamente ligada ao aumento drástico nos índices de depressão, ansiedade, aumento das crises, ideação suicida e automutilação.
Como pais e responsáveis podem agir quando seus filhos começam a expressar dúvidas ou reflexões sobre sua identidade?
O primeiro e mais importante passo é buscar se educar. Na era da informação, a justificativa de “ai, mas eu não entendo” ou “é que na minha época era diferente” não se sustenta mais ou justifica a violência; o acesso ao conhecimento está disponível de variadas formas a quem realmente tem interesse. Se o próprio filho também teve que passar por uma jornada de autodescoberta e aprendizado, pesquisando, conversando, lendo, assistindo vídeos… Os pais também têm total capacidade de fazê-lo. Ninguém nasce sabendo o significado de todas as siglas ou quais termos são respeitosos, mas é dever de cada ume ir atrás de corrigir conceitos ultrapassados e comportamentos discriminatórios. É preciso desarmar-se e encarar a diferença sem tomá-la como um ataque pessoal. Você não precisa compreender perfeitamente cada nuance técnica para aceitar e amar.
Gênero e sexualidade não são escolhas dos pais ou dos filhos. Seja a pessoa hétero, gay, bi, pan, trans ou não binária, ela continua sendo o mesmo filho de sempre, merecedor dos mesmíssimos direitos, suporte e amor incondicional. Permitam que as crianças e jovens explorem sua identidade com liberdade e segurança: deixem brincar com o que quiserem, testar pronomes, experimentar roupas diferentes, usar maquiagem ou tinta na cara, cortar ou deixar crescer o cabelo. Pode ser só uma questão sensorial, nem tudo é um grande “problemão” de gênero. Permitir que um filho seja criança ou adolescente sem cercá-lo de abusos psicológicos motivados pelo medo dos pais do que os outros vão pensar é o verdadeiro papel de cada ume que cuida e ama. Aquilo que seu próprio filho pensa e sente sobre como você trata ele deve importar infinitamente mais do que a opinião de alguém de fora.
Quais erros são mais comuns quando o assunto é diversidade e autismo?
O maior e mais perigoso erro é o silenciamento; o mito de que “não se deve falar sobre isso”. Pelo contrário, debater o tema abertamente é o que garante qualidade de vida, autoconhecimento e autocuidado. Outro erro comum é reduzir a sexualidade ao ato sexual em si. A sexualidade engloba afeto, desejo e a forma como nos posicionamos no mundo; mesmo pessoas assexuais, que podem experienciar pouca ou nenhuma atração sexual ou em condições fluidas e específicas, possuem sexualidade. Da mesma forma, gênero não se resume à transgeneridade: meninos e meninas cisgêneros também vivenciam o gênero, usam pronomes e expressam suas identidades de variadas formas.
Além disso, qualquer idade é idade para dialogar sobre o próprio corpo, limites, consentimento e liberdade de expressão, tópicos que inclusive fazem parte das diretrizes globais da ONU para a educação de crianças, adolescentes, adultos, pessoas de todas as idades e classes. Falar sobre isso protege e diminui drasticamente as estatísticas de abuso sexual infantil, posterga o início da vida sexual dos adolescentes para momentos mais maduros e conscientes e, torna as práticas de exploração mais seguras e conscientes e também, fundamentalmente, evita que seu filho se torne um agressor ou o bully da escola, seja abusador e de outras pessoas, uma realidade incômoda que muitos pais têm imensa dificuldade de admitir e encarar.
Existe relação entre experiências de rejeição social e o aumento de quadros de ansiedade, depressão ou sofrimento emocional?
Sim, a relação é direta e incontestável. A rejeição social funciona como um gatilho traumático contínuo. Quando a sociedade nega a legitimidade da existência de uma pessoa, ela mina suas defesas psicológicas, empurrando-a para um estado crônico de alerta e desamparo que pavimenta o caminho para quadros severos de ansiedade, depressão profunda e outras manifestações de intenso sofrimento emocional.
Como os profissionais da saúde mental podem contribuir para um ambiente de escuta, acolhimento e respeito?
Os profissionais podem contribuir rompendo definitivamente com modelos patologizantes, ultrapassados e essencialistas que tentam enquadrar a neurodivergência e a identidade de gênero em caixas normativas. É fundamental adotar práticas clínico-institucionais baseadas nos paradigmas da neurodiversidade e da afirmação de gênero e acolhimento seguro da sexualidade. Isso significa escutar a pessoa autista LGBTQIAPN+ em sua própria vivência, sem tratar sua identidade como um “sintoma” do autismo, sinal de trauma, só uma “obsessão” ou uma fase passageira, garantindo um espaço terapêutico genuinamente seguro, ético e emancipatório. Significa ir atrás de saber mais quando se admite a ignorância, respeitar pronomes, fazer terapia pessoal, supervisão e estudos contínuos para evitar que crenças pessoais interfiram no trabalho da psicoterapia.
Qual a importância de evitar estereótipos tanto sobre o autismo quanto sobre a população LGBTQIAPN+?
Evitar estereótipos é importantíssimo. Por muito tempo, o autismo foi aprisionado no mito infantilizador e dessexualizado do “anjo azul”, enquanto a população LGBTQIAPN+ era frequentemente alvo de estigmas de hipersexualização ou desvio moral. Desconstruir esses rótulos permite reconhecer que as pessoas são complexas, plurais e possuem o direito legítimo de vivenciar suas identidades de forma plena, madura e sem amarras clínicas ou sociais.
Muitas pessoas autistas já enfrentam desafios relacionados à inclusão. Como a soma de diferentes marcadores sociais pode impactar sua vivência?
É aqui que entra o conceito fundamental da interseccionalidade. Os marcadores sociais como raça, classe, etnia, neurodivergência, gênero, sexualidade e muitas outras não operam de forma isolada; eles se sobrepõem e potencializam. Há um preconceito estrutural velado que assume que a pessoa autista é incapaz de compreender e autodeterminar seu próprio gênero e sexualidade. Esse apagamento infantilizador e a manutenção desses tabus são profundamente nocivos, pois associam a diversidade a algo “errado” ou a uma “confusão mental”, isolando ainda mais o indivíduo que tenta navegar por um mundo que tenta negar sua existência.
O que significa, na prática, construir ambientes seguros para que cada pessoa possa ser quem é?
Na prática, construir ambientes seguros significa ir muito além de discursos tolerantes. Envolve educar e atualizar equipes continuamente, inserir ativamente pessoas diversas em posições de liderança e voz, e estabelecer políticas institucionais rígidas de tolerância zero à discriminação. Significa criar canais de denúncia eficientes e garantir que haja consequências e responsabilização para atos de violência ou preconceito. Ambiente seguro é aquele onde você não precisa fingir para sobreviver.
Como escolas, empresas e instituições podem promover uma cultura mais inclusiva e respeitosa?
Promovendo ações educativas e formativas contínuas que articulem as esferas jurídica, científica, social e legislativa. Essas ações não podem se limitar apenas a eventos pontuais em “datas especiais” no calendário; devem fazer parte do funcionamento diário da instituição o ano inteiro. Além disso, pautados no lema histórico “Nada sobre nós, sem nós” (Nothing about us, without us), as instituições precisam trazer pessoas autistas e LGBTQIAPN+ para esses diálogos e construir esses espaços de forma mútua. Por fim, é essencial ir além da conscientização: as agressões precisam ser rigorosamente endereçadas e punidas, sem acobertamentos, e a acessibilidade física, sensorial e atitudinal deve ser implementada em todos os setores e para todas as pessoas.
Neste Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, qual reflexão você gostaria de compartilhar com as famílias e com a sociedade?
A minha principal reflexão é que o mundo se torna infinitamente melhor, mais rico e seguro quando abraça e acolhe a todos a partir de suas singularidades. Ninguém é perfeito dentro de regras e padrões rígidos. Diante disso, precisamos questionar: o que incomoda tanto na liberdade e na autenticidade do outro? O que transparece em uma pessoa livre que mexe com as suas próprias feridas?
Sobre o entrevistado
Serafim Lissa Koga (CRP 08/37362) é psicólogo clínico e educacional, mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), pós-graduado em Sexualidade Humana pela Universidade Positivo (UP), colaborador do Núcleo de Neurodivergência do CRP-PR, coordenador da Área Não Binária da Aliança Nacional LGBTI+ e pesquisador nas áreas de neurodiversidade, gênero e sexualidade LGBTQIA+. Também atua como ativista e é uma importante referência nacional na discussão sobre autismo, identidade de gênero e inclusão.
REFERÊNCIAS
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KOGA, Serafim Lissa. Autigênero: construindo novas compreensões de gênero a partir da subjetividade de pessoas autistas trans não binárias. 2025. 168 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, 2025. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/handle/1884/99455
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RIOS, Clarice. “Nada sobre nós, sem nós”? O corpo na construção do autista como sujeito social e político. Sexualidad, Salud y Sociedad, Rio de Janeiro, n. 25, p. 212-230, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1984-6487.sess.2017.25.11.a
WARRIER, Varun et al. Elevated rates of autism, other neurodevelopmental and psychiatric diagnoses, and autistic traits in transgender and gender-diverse individuals. Nature Communications, v. 11, n. 3959, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41467-020-17794-1
— Caroline Chromiec
Jornalista, fotógrafa e estrategista de Comunicação Integrada do Instituto TEAproxima. Mãe atípica.
— Giornella Vitalino
Designer e estrategista de experiências visuais acessíveis no Instituto TEAproxima.
