Por Instituto TEAproxima
Durante muito tempo, o autismo foi narrado a partir da falta.
Falta de contato.
Falta de linguagem.
Falta de habilidade social.
Mas a ciência avançou. E com ela, a compreensão de que não se trata de ausência, mas de diferença na forma de perceber, processar e interagir com o mundo.
Ainda assim, mesmo com evidências acumuladas, o que pessoas autistas enfrentam diariamente é um sistema pouco adaptado às suas necessidades. Ambientes sensorialmente agressivos. Expectativas sociais rígidas. Barreiras institucionais. Olhares que julgam antes de compreender.
Resistir a isso não é simples.
É estrutural.
Resistir é continuar existindo sem pedir desculpas pela própria identidade.
É reivindicar direitos garantidos por lei.
É sustentar pertencimento mesmo quando o entorno ainda precisa aprender.
O orgulho que nasce dessa trajetória não é ingênuo.
Não é romantizado.
Não ignora desafios.
É um orgulho consciente.
Político.
Baseado em identidade e em direitos.
Junho está chegando.
E o que estamos preparando não é apenas uma campanha.
É um posicionamento.
Instituto TEAproxima
Informação gera empatia. Empatia gera respeito.