Comunicação | Instituto TEAproxima
Segurança, trabalho, visibilidade, conexão e acessibilidade sensorial. Em diferentes contextos da vida, os projetos do Instituto TEAproxima transformam conhecimento em iniciativas que buscam ampliar autonomia, participação e pertencimento.
Quando falamos em inclusão, sobre o que exatamente estamos falando?
Talvez essa seja uma pergunta que precise ser feita mais vezes.
Porque inclusão pode significar ter acesso a um lugar, mas também conseguir permanecer nele. Pode significar encontrar uma oportunidade profissional, mas também ter condições para desenvolver suas competências e pertencer àquele ambiente. Pode estar na possibilidade de reconhecer uma situação de risco, encontrar um profissional, descobrir uma história que amplia nossa compreensão sobre o autismo ou participar de uma experiência sem que as características sensoriais do espaço se tornem uma barreira.
A vida acontece em muitos contextos.
E as barreiras também.
É a partir dessa compreensão que o Instituto TEAproxima desenvolve projetos diferentes entre si, mas conectados por um mesmo propósito: aproximar pessoas, conhecimento e soluções que possam ampliar possibilidades reais de participação.
UpTEA Safe | Quando inclusão também significa proteção
Autonomia e proteção precisam caminhar juntas.
O UpTEA Safe é um software voltado ao treinamento de habilidades de proteção contra abusos, desenvolvido de maneira acessível, segura e adaptada às necessidades de meninas autistas.
Reconhecer uma situação inadequada, compreender limites, identificar riscos, comunicar desconforto e saber quando e como buscar ajuda envolvem diferentes habilidades.
Quando falamos sobre autismo, essa construção precisa considerar também diferentes formas de comunicação, compreensão, aprendizagem e processamento das informações.
Por isso, não basta apenas dizer a alguém que precisa “tomar cuidado”.
É necessário pensar em como habilidades relacionadas à proteção podem ser ensinadas, compreendidas e treinadas de maneira acessível e respeitosa.
UpTEA Work | Quando inclusão encontra o mundo do trabalho
A inclusão não termina na escola.
Na vida adulta, novas barreiras aparecem, e o mundo do trabalho é um dos espaços em que elas podem se tornar especialmente evidentes.
O UpTEA Work aproxima a pauta do autismo da inclusão profissional, colocando em discussão oportunidades, autonomia, pertencimento e respeito às diferenças.
Isso significa olhar além da contratação.
Um ambiente profissional inclusivo também precisa refletir sobre seus processos seletivos, formas de comunicação, relações, cultura organizacional, acessibilidade e condições para que diferentes pessoas possam demonstrar e desenvolver suas competências.
Talentos precisam de oportunidades, não de barreiras.
TEAchei | Autistas que brilham. Profissionais que acolhem. Histórias que aproximam.
Há pessoas, talentos, profissionais e histórias que precisam ser encontrados.
O TEAchei nasce desse encontro.
Representado pela lupa e pelo localizador, o projeto traduz em sua própria identidade duas ações essenciais: descobrir e aproximar.
Descobrir autistas com histórias, competências e talentos que mostram à sociedade que nenhuma pessoa pode ser resumida ao seu diagnóstico.
Encontrar profissionais que acolhem, estudam, compreendem individualidades e enxergam a pessoa para além de uma classificação clínica.
Dar espaço a histórias capazes de aproximar diferentes experiências e ampliar nossa compreensão sobre o universo do autismo.
E construir conexões para que aquilo que foi encontrado possa chegar a quem procura.
Autistas que brilham. Profissionais que acolhem. Histórias que aproximam. TEAchei.
O localizador complementa essa ideia.
Não basta saber que determinada pessoa, profissional, iniciativa ou possibilidade existe. É preciso construir caminhos para que ela possa ser encontrada.
Por isso, o TEAchei não quer olhar apenas para o diagnóstico.
Quer olhar para aquilo que existe além dele.
Sala de Acomodação Sensorial Itinerante | Quando permanecer também faz parte da inclusão
Uma pessoa chega a um evento, mas os sons, as luzes, o movimento, a quantidade de pessoas ou outros estímulos tornam aquele ambiente sensorialmente difícil demais.
Ela entrou.
Mas teve condições reais de participar?
Essa diferença ajuda a compreender a proposta da Sala de Acomodação Sensorial Itinerante.
A iniciativa busca levar acessibilidade sensorial a diferentes ambientes, disponibilizando um espaço de menor estimulação que possa favorecer regulação e, quando possível e desejado pela própria pessoa, sua permanência e retorno à experiência.
A proposta traz uma mudança importante de perspectiva.
Nem sempre a pessoa precisa ser retirada do convívio porque determinado ambiente se tornou insustentável.
Às vezes, é o ambiente que precisa oferecer outras possibilidades.
Projetos diferentes. Um propósito em comum.
UpTEA Safe.
UpTEA Work.
TEAchei.
Sala de Acomodação Sensorial Itinerante.
Um projeto fala de segurança. Outro, de trabalho. Um procura pessoas, talentos, profissionais e histórias. Outro leva acessibilidade sensorial para os espaços onde a vida acontece.
São diferentes porque respondem a diferentes barreiras.
Mas existe algo que conecta todos eles.
As pessoas não vivem o autismo em um único contexto.
Elas estudam, trabalham, constroem relações, circulam pelas cidades, frequentam eventos, desenvolvem talentos, procuram profissionais, fazem escolhas e participam da sociedade.
Por isso, inclusão também precisa atravessar esses diferentes espaços.
Quando conhecimento se transforma em possibilidade
Existe uma ideia que atravessa o trabalho do Instituto TEAproxima: conhecimento é fundamental, mas precisa conseguir encontrar a realidade.
Conhecimento pode ajudar a desenvolver uma tecnologia de proteção.
Pode contribuir para transformar práticas dentro de uma empresa.
Pode fazer uma família encontrar um profissional.
Pode revelar um talento que antes permanecia invisível.
Pode ajudar a construir um ambiente sensorialmente mais acessível.
Quando conhecimento encontra pessoas, profissionais, empresas, organizações e comunidades dispostas a agir, ele deixa de existir apenas no campo das ideias e começa a produzir possibilidades.
É nesse encontro que queremos estar.
Não construindo projetos apenas sobre autismo, mas iniciativas que dialoguem com os diferentes contextos em que pessoas autistas vivem, participam, aprendem, trabalham, constroem relações e ocupam a sociedade.
Porque inclusão não deveria significar apenas convidar alguém para entrar em um mundo que continuará exatamente como sempre foi.
Também significa estarmos dispostos a transformar esse mundo para que mais pessoas possam fazer parte dele.
Projetos diferentes porque as barreiras também são.
Um mesmo propósito porque a direção que nos move permanece a mesma:
APROXIMAR. CONECTAR. TRANSFORMAR.
Instituto TEAproxima
— Caroline Chromiec
Jornalista, fotógrafa e estrategista de Comunicação Integrada do Instituto TEAproxima. Mãe atípica.
— Giornella Vitalino
Designer e estrategista de experiências visuais acessíveis do Instituto TEAproxima.





